segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

ser/teu

                           ser/teu

 

aqui me tens

nesse segundo orgasmo

mata-me de prazer

que ainda é tempo

 

tira depois

todo excesso de saliva

que sempre vem à boca

após cumprido o ato

no instante exato de ser/teu

 

morro

e se preciso sempre

mas o pensamento é testemunha

ontem era uma outra

quem me possuiu

 

Artur Gomes

Suor & Cio – MVPB Edições – 1985

www.suorecio.blogspot.com


 

Juras Secretas

 

SINOPSE:  A poesia de Artur flui feito pluma ao vento, “a lavra da palavra quero seja pele pluma onde Mayara bruma já me diz espero, saliva na palavra espuma onde tua lavra é uma elétrica pulsação de Eros”. No entanto, a despeito da leva da linguagem que segue o ritmo interno da inspiração do poeta, camufla em partes, em outras escancara, o caráter ardente da poesia que chama por Eros.  Repleta de paixão e de fogo, as imagens de amantes, as analogias do sexo desprendem deste clamor contido no peito de Artur, mas que, pelo fazer das letras desenvolve-se na liberação dos desejos mais sensuais, “essa ostra no mar das tuas pernas”, ou mesmo quando o poeta compara a procura pela  palavra com o escavar libidinoso que os amantes fazem um pelo corpo do outro, “tudo o que quero conhecer a pele do teu nome / a segunda pele o sobrenome / no que posso no que quero”. Embora, por ser poesia, as palavras sejam como “flor”, esta metáfora, esta alegoria bela e perfumada exala da queimada ardente da linguagem, feito mulher prenhe de libido, “a pele em flor a flor da pele / a palavra dândi em corpo nua / a língua em fogo a língua crua / a língua nova a língua lua”. Esta poesia tão luxuriosa incendeia o solo urbano, tanto quanto a natureza, falando da monotonia urbana de São Paulo, que alucina a sobriedade do poeta com sua beleza cruel, cidade no qual o “matadouro” é a arte concreta. Mas feito pluma ao vento a poesia de Artur enxerga o fogo da paixão, da convicção voando também para longe da violência e tribulação urbana, pairando sobre a mágica enamorada das praias, do vento, das sombras, da natureza, local onde residem os aspectos matrimoniais da união homem-mulher, “qualquer que seja a hora em que se beijam num pontal em comunhão total com a natureza”. As juras do poeta ardente profanam o sagrado, quando em sua retórica e discurso extrapolam a rigidez das formas, mas, em ousadia apelam para as rezas e para o caráter inviolável das promessas com uma “violência antropofágica erótica”.

Juras Secretas

Editora Penalux - 2018

 Leia mais no blog

https://secretasjuras.blogspot.com/

vôo selvagem

 

vôo selvagem

I

correndo nos cavalos  

cresceu

meu coração de égua

enxertado

em ilusões de águias

II

meu coração galopa

pelo campo afora

no dorso dos poemas

a pele das esporas

 

II

diante da cerca

estão os bois

saciando o sexo:

corpos sob o sol

selvagens & parceiros

guiados pelo odor

amando pelo cheiro

 

IV

no pasto

o encontro boca à boca

a égua abriu-se toda

para que nela

entrasse

 

bastasse ver

o seu pulsar

         e gozo

para que o alazão também

entre o capim

gozasse

 

V

com espada em riste

galopamos pradarias

e lutamos ferozmente

por dois segundo e meio

 

tua fúria era tanta

que aguarrei-me em tuas crinas

para não cair na lama

 

mas o amor era tanto

e tanto era o prazer

quando fomos pra cama

não tinha mais o que fazer

 

Artur Gomes

Suor e Cio – MVPB Edições – 1985

www.suorecio.blogspot.com

somos todos pornográficos

 

               deu na telha vou te fazer

um van gog      na orelha 


somos todos pornográficos

 

teu corpo

é carne de manga

em meu pênis viril

enquanto sangra

quando beijo tu boca

enfurecido

rasgando por trás

o teu vestido


Artur Gomes 

www.suorecio.blogspot.com  


Múltiplas Poéticas

 

                        Jean-Michel Basquiat

*

Orgasmo léxico kk

E agora José
o pão queimou
o leite derramou
mas o amor vingou!

É o brilho das estrelas,
É a cadência do luar,
que conduzem ao amar...

É no fogo da paixão,
É no reino do tesão,
que o amor floresce,
acontece,
fenece,

enrijesse os sentidos,
desencanta a libido...

E no regalo do carinho,
que criamos nosso ninho,
colorido, florido...

Sou possuída pelos afagos,
me afogo no lago dos magos!

Solto gemidos de dor,
do amor, em fervor,

que reina, abastece,
amadure e acontece...
em corações...
amorosos, saudosos...

bebe meu líquido gasoso
engole meu gozo gostoso

molha meu útero carente
alivia meu desejo indecente

( Luiza Silva Oliveira)


   NASCIMENTO DA PALAVRA

Elas surgem do nada.
Da solidão, da sombra.
Ou do útero da linguagem?

 

Rubens Jardim
(escrito em fevereiro de 2012)


O Erotismo é uma das bases do conhecimento de nós mesmos, tão indispensável quanto a poesia.

 Anaïs Nin


 Max Ernst (Brühl, Alemanha, 2 de abril de 1891 - Paris, França, 1 de abril de 1976) foi um artista alemão nacionalizado pela França, considerado uma figura fundamental tanto no movimento dadaísta quanto no surrealismo.


Uma pessoa não é iluminada por imaginar figuras de luz, mas por estar ciente da própria escuridão.

Carl Jung


Estou fazendo este post pra esclarecer dúvidas que ficaram sobre o post anterior. Embora eu falasse nele sobre a morte, alguns amigos queridos acharam que eu falava de amor.
O post anterior foi inspirado no seguinte poema que fala de amor e morte de Federico Baudelaire - eterônimo (penso eu) do Poeta Artur Gomes:

ainda penso nela
quase piro
quase morro
sem ninguém
pra pedir socorro
nem um freudiano por aqui
pra me socorrer
vão me deixar morrer
nem marisa vieira
mayara ou bruna
muito menos jurema
cabloca de iracema
que amparou o dinamite
tanto faz que eu chore
tanto faz que eu pire
tanto faz que eu grite
posso morrer de ócio
posso morrer de cio
posso morrer de gripe
elas não estão nem aí
pro meu palpite
posso cheirar o bem-me-quer
ou mesmo as flores do mal
posso até dançar de buda
nesse próximo carnaval

Federico Baudelaire

leia mais aqui
https://fulinaimagemfreudelerico.blogspot.com/

Este poema me lembrou um outro de Vinícius de Moraes que também fala de amores e morte. A música ideal pra acompanhá-lo seria "Refém da Solidão" de Baden Powel e Paulo César Pinheiro, porém eu preferi rimar Vinícius com ele mesmo e e optei por uma dele com Edu Lobo. O curioso é que ambos são parceiros de Baden e Paulo César Pinheiro.
Pra concluir, posto aqui a música "Refém da Solidão" como forma de fazer justiça e pra lembrar aos amigos que, segundo Fernando Pessoa (o rei dos eterônimos) "o poeta é um fingidor". Eu não consigo ser poeta, contudo fingidor é mais fácil.
Assim sendo, devo dizer que este espaço digital é de comunicação de dramas que me comovem. Ou seja, são meus e me emocionam quase sempre por empatia e não por ontologia.
Os amigos são tão companheiros que nos impelem filosofar.

 

Hélio Gomes 

domingo, 4 de fevereiro de 2024

Artur Gomes - O Homem Com A Flor Na Boca

Artur Gomes

O Homem Com A Flor Na Boca

Um Canibal Tupiniquim

 por Fernando Andrade | escritor e jornalista

 Um homem cita um poema de nome. O músico já usou a cítara para musicar este poema pelo nome. Tudo já foi transformado, o poema para canção, a rima comeu a melodia e fez troça e troca de nome. Mas o poema do livro O homem com a flor da boca, da editora Penalux, nos devolve este país, do samba, do riso piada, Leminski, a força do ato canibalista de deglutir o que veio antes da poesia concreta, até a letra da canção de Luiz Tatit. Artur Gomes fez das suas, com tanta fome, comeu a maioria dos poemas que leu na vida e canibalizou e carnavaliza referências, citações, humor de longa estrada, ou beira de bar, trabalhando com gume de faca afiada e o lume de um pôr do sol em Ipanema, lembrando Vinícius.

São poemas bons para musicar tanto na solidão de um violão, quanto, atravessada por uma voz tenor, sax soprano. E não falta sexo, sacanagem, tesão, nas palavras das palavras num atravessamento em plena Quarta feira de cinzas, no resultado do carnaval. O desbunde da bunda, o levante dos órgãos, a gíria, e a menina com fio da linha escrita, carregando anedotas, fábulas e circos. O poeta não faz gênero, ele é macho, e fêmea, Simone, em segundo sexo. São poemas para emprestar ao amigo que está com fone de ouvido se atentar para a prosódia do verso, para quem sabe não copiar e transformar Amor em flor na boca.

 

https://www.literaturaefechadura.com.br/2024/01/22/livro-de-poemas-o-homem-com-a-flor-na-boca-canibaliza-a-historia-brazuca-do-verso-em-poemas-tropicalistas/


                          poesia

 

I

chegas a mim

como uma égua assanhada

não quer saber do meu carinho

só quer saber de ser trepada

 

II

 

eu te penetro

em nome do pai

do filho

do espírito santo

amém

 

não te prometo

em nome de ninguém

 

terra

 

amada de muitos sonhos

e pouco sexo

deposito a minha boca

nu teu cio

e uma semente fértil

nos  teus seios como um rio

 

Artur Gomes

Suor & Cio – MVPB Edições - 1985

https://personasarturianas.blogspot.com/


quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

múltiplas poéticas

® "R de Refugiados"
© Tchello d'Barros

Poema visual integrante do projeto multimídia "Convergências", formado p/ livro, vídeo, projeção em eventos, exposição itinerante, curadorias, palestras oficinas e mesas-redondas.

A exposição já foi apresentada em 21 instituições culturais no Brasil e também em Argentina, Chile, Espanha, Itália, México, Portugal, Sérvia e Uruguay, por enquanto. Diversos poemas visuais desta série estão publicados em mais de 12 livros didáticos no Brasil e várias publicações no Exterior.

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® "R for Refugees"
© Tchello d'Barros

Visual poem integrating the multimedia project "Convergences", formed for book, video, projection in events, traveling exhibition, curatorships, workshop lectures and round tables.

The exhibition has already been presented in 21 culture instituitions at Brazil and in Argentina, Chile, España, Italia, México, Portugal, Szerbia and Uruguay, for a while. Several visual poems in this series are published in more than 10 textbooks in Brazil and several publications abroad.

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“Nunca mais?”, poemeto desse lindão saudoso, Mario Benedetti, em tradução de Luís Avelima.

Já era tarde
quando o corvo
de poe
tomou consciência
de que não era
um principista
mas
teimoso.


Cesar Augusto de Carvalho

 Diário de Bordo

Não, não é o que está pensando. Diário de Bordo é um blog que criei há muitos anos e, só agora, resolvi reativá-lo.

A ideia inicial era escrever sim um diário, mas meu cotidiano é muito pobre para ser registrado. então decidi que será um veículo para registro de coisas literárias, que tem a ver com meu trabalho, mas não só.

Para mim, o melhor presente de reestreia foi a publicação, com a devida autorização do autor, da resenha escrita por não menos que o querido e premiado escritor Álvaro Cardoso Gomes.

 https://eraumavezumquasediario.blogspot.com/


 “As mulheres não precisam de rituais para festejar a vida.

Elas são a festa da vida.”

Mia Couto.
In:O Fio das Missangas 


 "Não sei fazer nada sem amor. Sempre estou apaixonado por alguma coisa, que tanto pode ser uma mulher como um nascer-do-sol na praia. Para fazer cinema é fundamentalmente necessário quatro coisas: amor, inteligência, sensibilidade e sobretudo insolência."


Glauber Rocha (1939-1981) foi um cineasta, ator e escritor brasileiro. Em seus 42 anos produziu quinze filmes, oito longas e sete curtas, escreveu dois livros de ensaios, artigos para jornal e apresentou o programa Abertura da TV Tupi, em 1979. Foi o cineasta mais influente no movimento do Cinema Novo, produzindo filmes criticando a desigualdade social no Brasil entre as décadas de 1960 e 1970, num período de instabilidade do país, se opondo ao cinema tradicional brasileiro que consistia em musicais, comédias e épicos.


« A sensualidade é transversal a todas as idades.»
*
Hamilton Ramos Afonso
*
(...)

Os dedos das minhas mãos tocam-te
como se o teu corpo fosse o cordame
que amarra a vela ao mastro,
arrancando-te gemidos próprios do vento
que te percorre o corpo tenso
que se abandona ao desfrute
deixando no branco dos lençóis um rasto
que lembra a espuma que o veleiro provoca
na esteira de água sulcada pela quilha
fendendo as águas em galope...


Canto de regresso à pátria

Minha terra tem palmares
Onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá

Minha terra tem mais rosas
E quase que mais amores
Minha terra tem mais ouro
Minha terra tem mais terra

Ouro terra amor e rosas
Eu quero tudo de lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá

Não permita Deus que eu morra
Sem que volte pra São Paulo
Sem que veja a Rua 15
E o progresso de São Paulo

–– extraído de “Pau Brasil”, livro publicado em 1925 por Oswald de Andrade, um ilustríssimo aniversariante de 11 de janeiro. O poema “Canto de regresso à pátria” é uma paródia, uma versão irônica de Oswald de Andrade para o poema “Canção do Exílio”, publicado em 1843 por Gonçalves Dias.

Imagem: retrato de Oswald de Andrade pintado em 1922 por Tarsila do Amaral.

Veja também:

Semióticas – O passado intransitivo

https://semioticas1.blogspot.com/.../o-passado...




(in)visibilidades (poesia, 2019)
Daniella Guimarães de Araújo

“Ela fazia daquele pedaço de vidro catado entre lixos um vislumbre.
Via-se cinderela, de salto, a roupa branca, o batom, a unha exata.
O cabelo esvoaçado. Ouvia sino. Ouvia sinos. As chuvas, depois o arco.
Seu nome era Íris.

Vinha de longe com um andar silencioso.
Não era um andar ruivo.
Nada entremeado por pressa. Como asas.
Como em francês se diz l’aile.
Desdobrava serenos como quem desdobra panos de um recém nascido.
Vagares.

São de prata alguns reflexos que a noite cria, na luz de halogênio, na luz fria.”

Daniella Guimarâes, de Leopoldina, interior de Minas, vive atualmente em Sete Lagoas, MG. É poeta desde menina, produziu de forma independente o primeiro livro ”Conto de um amor intermitente ”, em 2017. Trabalha na defesa da saúde pública há 30 anos, espaço onde está implementando o projeto Saúde e Literatura: a literatura como alento.

Capa Brochura - formato 14x21 cm - páginas 132 

 Claudinei Vieira – Desconcertos 



Ademir Assunção

Série: Fábulas Contemporâneas
do livro

Risca Faca
https://www.demonionegro.com.br/product/risca-faca/


"O poeta é aquele que deglute a palavra como objeto sexual mesmo, como um objeto erótico. Para mim, a poesia é a erotização da linguagem, o princípio de prazer na linguagem."

 

 P. Leminski.


 IRISDESCENTE(contos, 2019)

Thamires Gomes

“Você não sabe que ama uma pessoa até que isso te atinja, como um raio de calmaria, tão óbvio sobre sua cabeça que você se pergunta como não o notou antes.
Lily sempre me perguntava silenciosamente se eu a amava, como quando eu a pegava me encarando com aqueles olhinhos - como se eu fosse a garota mais incrível do mundo todo — e parecia prender o ar, como se segurasse palavras que não podia dizer. E eu queria dizer de volta (eu realmente queria) mas aquilo não seria justo, — não era completamente verdade, e se eu fosse dizer aquelas palavras para alguém, seria com absoluta certeza, porque amor é uma coisa grande demais pra se dizer mais ou menos.
Não sou uma pessoa horrível — nós poderíamos aqui discutir o sentido dessa palavra, e toda a questão moral ou religiosa que a dita, mas não acredito ser essa a grande questão. Mas, se faz diferença, não sou a vadia egoísta que usa uma garota incrível como estepe — Lily está bem longe de ser isso pra mim, e se eu fosse amar alguém, com certeza seria ela, porque, céus, ela é o tipo de garota que qualquer um agradeceria aos céus, ao Instagram, ou, no meu caso, à melhor escola pública do nosso município, por conhecê-la.”

A autora considera que tudo no livro se trata de amor - sobre amar outra pessoa, sobre a ausência de amor, sobre aqueles que têm seu direito de amar negado/invalidado, mas, principalmente, sobre a longa e cíclica (por vezes difícil e escura) jornada de amar a si mesmx.” Primeiro livro de contos de Thamires Gomes, uma verdadeira explosão de sentidos e emoções, com textos potentes, uma estreia primorosa.

T.R. Gomes, graduada em Letras no final de 2018 pelo IFSP, começou escrevendo para o seu blog pessoal, “Brilho Eterno de uma mente fingi(dor)a”, cujos contos sugiram, literalmente, de rascunhos no bloco de notas de seu celular, deixados de lado por semanas até se tornarem algo sólido. Relendo-os, percebeu que faziam algum sentido juntos, como cenas de diferentes histórias, que, reunidas, tinham algo a dizer, e foi assim que “Irisdescente” nasceu.

 Claudinei Vieira – Desconcertos



Com Os Dentes Cravados Na Memória

 

A Mocidade Independente de Padre Olivácio – A Escola de Samba Oculta No Inconsciente Coletivo, nasceu em dezemvro de 1990, durante uma viagem em que cia de Guiomar Valdez, levamos uma turma de estudantes da então ETFC(IFF), a Ouro Preto-MG, como premiação por terem vencidos a Gincana Cultural desenvolvida durante o ano, pelo Grêmio Estudantil Nilo Peçanha. Lá conheci Gigi Mocidade – A Rainha da Bateria, com quem vivi até 1996.

 

A Igreja Universal do Reino de Zeus, criei em 2002 durante a 1ª Bienal do Livro de Campos dos Goytacazes-RJ, que foi realizada nas dependências do Ginásio de Esportes do então CEFET-Campos, onde na ocasião lancei o livro BraziLírica Pereira : A Traição das Metáforas.

O grande objetivo da IURZ é homenagear deuses deusas da África e Grécia para de alguma forma descobrir de onde vem as nossas ancestralidades. De alguma forma e em alguns momentos mitologia grega e africana se misturam e viajando metaforicamente nessas realidades reinventadas vim desaguar no Vampiro Goytacá canibal Tupiniquim.

 

Artur Gomes

https://arturgumes.blogspot.com/




Ainda Estamos Aqui

poema a(r)mado   todo os dias capino a esperança escavando outras palavras no chão desse quintal   e quando escrevo com enxada              ...