quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Por Onde Andará MACUNAÍMA?

Por Onde Andará Macunaíma?

               Luna Oliveira


Essa é a pergunta do século! Macunaíma, o herói brasileiro de Mário de Andrade, sempre está por aí, fazendo das suas... Quem sabe não está metido em alguma aventura pelo interior do Brasil, driblando os perigos da floresta e da vida?

Ou talvez ele esteja mesmo é na poesia de Artur Gomes, se misturando com as imagens e referências, fazendo uma "viagem" própria. O que você acha? Onde você acha que Macunaíma anda?


Irina Serafina

leia mais no blog

https://uilconpereira.blogspot.com/

dor -

dói de qualquer jeito

no peito do pé

na ponta do peito

 

Artur Gomes

foto.poesia

Fulinaíma MultiProjetos

leia mais no blog

https://fulinaimamultiprojetos.blogspot.com/

sede dos meus olhos

poema de Artur Gomes

do livro Suor & Cio

musicado e gravado por Paulo Ciranda 


carinhosamente

bebo os olhos teus

pra matar a sede

e aflição dos meus


toda água desse rio

beberia eternamente

pois a minha sede

não se mata de repente


é paixão que não tem hora

pra poder chegar

barco que vai embora

sem saber voltar 

navegando mar inteiro

vales rios velas cais

pois a sede dos meus olhos

não se mata nunca mais 

https://www.youtube.com/watch?v=JcAlQvYR3Qg&list=RDJcAlQvYR3Qg&start_radio=1

Alice

para Alice Melo Monteiro Gomes

 

A música está no bico dos pássaros

na pétala de lamparina

no caracol dos teus cabelos

no movimento dos músculos

no m das tua mãos

nada mais sagrado

do que teus olhos acesos

para me iluminar na escuridão

 

Artur Gomes

O Poeta  Enquanto Coisa

Editora Penalux 2020

leia mais no blog

https://fulinaimacarnavalhagumes.blogspot.com/

A poesia pulsa

para Tanussi Cardoso

 

aqui

a poesia pulsa

na veia

no vinho

no peito

no pulso

na pele

nos nervos

nos músculos

nos ossos

 

posso falar o que sinto

posso sentir o que posso

 

aqui

a poesia pulsa

nas coisas

nos códigos

nos signos

os significantes

os significados

 

aqui

a poesia pulsa

na pele da minha blusa

na íris dos olhos da minha musa

toda vez que ela me usa

nas iguarias de Bento

quando trampo mais não troco

quando troco mas não trapo

nas pipas

nos vinhedos nos arcos

nas madrugadas dos bares

sampleando o bolero blues

rasgado num guardanapo

o poema pra Juliana

escrito na cama do quarto

 

no copo de vinho

na boca de Vênus

na bola da vez da sinuca

sangrada pelo meu taco

 

aqui

a poesia pulsa

nos cabelos brancos da barba

nas gargalhadas de Bacca

na divina língua de Baco

 

Artur Gomes

O Poeta Enquanto Coisa

Editora Penalux – 2020

https://fulinaimacarnavalhagumes.blogspot.com/

pássaro de fogo

 

desde a primeira vez

que vi Irina

minha íris salta da retina

como pássaro de fogo

Nijinski num balé irado

pelas muralhas da Rússia 

Artur Gomes

leia mais no blog

Fulinaimanicamente Voz Falo

https://fulinaimamultiprojetos.blogspot.com/

clique no link

Para ver o vídeo

https://www.facebook.com/search/top/?q=Nijinski%20-%20v%C3%ADdeo%20

e desde

que comecei a lê-lo

percebi tantas e tantos

por trilhas de Arcozelos

nas lãs dos tantos novelos

nas teias que aranhas tecem

poemas tantos com tantos

instantes por não fazê-los

e a triste memória na fita

deixada no gravador

ficou no desejo enrustida

a imensa carência do amor

 

Irina Severina

leia mais no blog

https://ciadesafiodeteatro.blogspot.com/

tenho estado em Iriri

em estado de morta/idade

não sei matar a saudade

nessa cidade estrangeira

que nem é do Espírito Santo

já inventei tantos cantos

já enxuguei tantos prantos

nem sei por quanto janeiros

nem sei o que fevereiro

               esse mês de carnaval

só de pensar passo mal

viver nesse meu sacrifício

e ouço esse Sergio Sampaio

no Engenho de Dentro do Hospício

 

Rúbia Querubim

leia mais no blog

https://porradalirica.blogspot.com/

        1º FestCultural na praia do Sossego

       Balbúrdia PoÉtica - edição especial

em comemoração ao aniversário de Reubes Pess

 

Bolero Blue

 

beber desse conhac

em tua boca

para matar a febre

nas entranhas

entre os dentes

indecente

é a forma que te bebo

como ou calo

e se não falo quando quero

na balada ou no bolero

não é por falta de desejo

é que a fome desse beijo

furta qualquer outra

palavra presa

como caça indefesa

dentro da carne que não sai.

 

Artur Gomes

FULINAIMAGEM - A Poesia Proibida

Poema do livro Juras Secretas – 2028 musicado por Reubes Pess

clique no link para ver o vídeo

https://www.facebook.com/reel/503035823209814

leia mais no blog

Balbúrdia PoÉtica

https://fulinaimatupiniquim.blogspot.com/

                               des(ilusão)

 

desde quando

meu beija-flor

bebeu do mel

dos teus olhos

meus olhos

sonharam flor

de lis

de lírios

em meus delírios

nunca mais

sofri as dores que não tive

       e as loucuras do amor

 

Artur Gomes Fulinaíma

leia mais no blog

Balbúrdia PoÉtica

https://fulinaimatupiniquim.blogspot.com/

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Por Onde Andará MACUNAÍMA?

Por Onde Andará Macunaíma?                Luna Oliveira Essa é a pergunta do século! Macunaíma, o herói brasileiro de Mário de Andrade, semp...